O monitor de paciente é o dispositivo básico em uma UTI. Ele pode monitorar ECG de múltiplas derivações, pressão arterial (invasiva ou não invasiva), frequência respiratória (FR), saturação de oxigênio (SpO2), temperatura e outras formas de onda ou parâmetros em tempo real e dinamicamente. Também pode analisar e processar os parâmetros medidos, armazenar dados, reproduzir formas de onda e assim por diante. Na construção de uma UTI, o dispositivo de monitoramento pode ser dividido em sistema de monitoramento independente para leito individual e sistema de monitoramento central.
1. Tipo de paciente em monitoramento
Para escolher o monitor adequado para a UTI, deve-se considerar o tipo de paciente. Por exemplo, para pacientes cardíacos, é necessário monitorar e analisar arritmias. Para bebês e crianças, é necessário monitorar o CO2 percutaneamente. E para pacientes instáveis, é necessária a reprodução da forma de onda do ECG.
2. Seleção de parâmetros do monitor do paciente
Monitor de cabeceiraO monitor é o dispositivo básico da UTI. Os monitores modernos geralmente possuem parâmetros de teste como ECG, RESP, PANI (PAI), TEMP, SpO2 e outros. Alguns monitores possuem módulos de parâmetros adicionais que podem ser conectados. Quando outros parâmetros são necessários, novos módulos podem ser inseridos no monitor principal para atualização. É recomendável escolher monitores da mesma marca e modelo para cada unidade de UTI. Cada leito é equipado com um monitor padrão; módulos de parâmetros não utilizados com frequência podem ser adquiridos como peças de reposição, em conjuntos de um ou dois, permitindo aplicações intercambiáveis.
Existem muitos parâmetros funcionais disponíveis para monitores modernos. Como ECG multicanal para adultos e neonatos (ECO), ECG de 12 derivações, monitoramento e análise de arritmias, monitoramento e análise do segmento ST à beira do leito, PANI (pressão arterial não invasiva) para adultos e neonatos, SpO2, RESP (respiração), TEMP (temperatura corporal) e de superfície, PAI (pressão arterial invasiva) de 1 a 4 canais, monitoramento da pressão intracraniana, SVO2 (coeficiente de saturação de oxigênio) misto, ETCO2/2 (coeficiente de saturação de oxigênio/óxido nitroso), ETCO2 de fluxo principal, ETCO2 de fluxo lateral, oxigênio e óxido nitroso, GAS (gás), EEG (eletroencefalograma), cálculo de funções fisiológicas básicas, cálculo de dose de medicamentos, etc. Além disso, funções de impressão e armazenamento estão disponíveis.
3. Quantidade de monitores. O monitor de UTIComo dispositivo básico, instala-se uma unidade em cada cama, fixando-a na lateral da cama ou na coluna funcional para facilitar a observação.
4. Sistema central de monitoramento
O sistema central de monitoramento multiparamétrico exibe diversas formas de onda e parâmetros fisiológicos obtidos pelos monitores à beira do leito de cada paciente simultaneamente em um monitor de tela grande na central de monitoramento, através de uma rede. Isso permite que a equipe médica implemente medidas eficazes para cada paciente. Na construção de UTIs modernas, geralmente se instala um sistema central de monitoramento. Este sistema é instalado na estação de enfermagem da UTI e monitora centralmente os dados de múltiplos leitos. Possui uma grande tela colorida que exibe as informações de monitoramento de toda a UTI simultaneamente, além de permitir a ampliação dos dados e formas de onda de monitoramento de cada leito. O sistema também oferece funções de alarme para formas de onda anormais, permite a entrada de mais de 10 parâmetros por leito, transmissão de dados bidirecional e está equipado com uma impressora. A rede digital utilizada pelo sistema central de monitoramento geralmente possui estrutura em estrela, e muitos sistemas de monitoramento produzidos por empresas utilizam computadores para comunicação. A vantagem é que tanto o monitor à beira do leito quanto a central de monitoramento são considerados nós na rede. O sistema central funciona como um servidor de rede, permitindo a transmissão bidirecional de informações entre o monitor de cabeceira e o monitor central, além da comunicação entre os monitores de cabeceira. O sistema de monitoramento central pode configurar uma estação de trabalho para observação de formas de onda em tempo real e uma estação de trabalho HIS (Sistema de Informação Hospitalar). Através do gateway e de um navegador web, é possível observar a imagem da forma de onda em tempo real, ampliar e observar as informações da forma de onda de um leito específico, extrair formas de onda anormais do servidor para reprodução, realizar análises de tendência e armazenar até 100 horas de formas de onda de ECG. O sistema também permite a análise das ondas QRS, segmento ST e segmento T, possibilitando que os médicos visualizem dados e informações em tempo real/históricos dos pacientes em qualquer nó da rede hospitalar.
Data da publicação: 19/04/2022